Ler é Perigoso

Da impossibilidade de viver sem ter lido o D. Quixote

DISPONÍVEL EM VERSÃO EBOOK

Pulpit rock

Nota à 2º edição/nova versão

Publiquei este livro em 2004, na Ed Campo das Letras.

Era, essencialmente, uma declaração de amor ao clássico de Cervantes. Faltava-lhe, no entanto, o esmero que esta obra-prima exige. Sinto que este livro, agora revisto e modificado, deu forma aquilo que me parecia um esboço. O estilo, em pastiche, os temas, a estrutura do livro, tudo estava já na primeira edição.

Adèle Ise, professora de Literatura, decide escrever um ensaio sobre o D.Quixote.

A sua paixão pela personagem criada por Cervantes vai arrastar a sua vida e a dos seus amigos Luciano, Malena e Joaquim, assim como o do seu psiquiatra, o Doutor Arlacau, numa aventura recheada de peripécias divertidas e, naturalmente, muito quixotescas.

DETESTO VIAJAR

Quando cheguei a Praga não vi o Kafka, nem o gueto. Eu estive lá, mas não vi. O gueto era apenas um guet apens, como dizem os franceses, uma armadilha histórica. Quando cheguei ao México, Frida tinha fugido com os restos das imagens dos Incas e em Paris já não consegui ver os Halles do Zola. No entanto, fiz todas estas viagens e tantas, tantas outras, à procura de fontes, informações e pistas. Mas tudo tinha desaparecido. E suspirei de alívio.

Apresento-me: chamo-me Adèle Ise, sou professora de Literatura e detesto viajar. E estou satisfeitíssima por o mundo estar tão globalizado que já não encontramos o genuíno, o verdadeiro e tudo isso. Viajar para quê, se as cópias estão aqui, no meu escritório soalheiro, muito mais interessantes do que os originais? As multidões cansam, os aviões estão cheios de terroristas e de pessoas tensas, as cidades inundadas de turistas, nos hotéis somos roubados e, por isso, escolhi a literatura.

MALDITO SÉCULO!

Século XXI, que bom, a tecnologia, a velocidade, mas vejam só os livros que entretanto se vão acumulando e como ficamos cada vez mais atordoados quando entramos numa livraria.

Há um século era fácil! Faziam-se umas biografias, uns pequenos estudos, havia uma parca lista de autores de referência, o resto era lixo e a vida corria sobre rodas. Mas neste admirável mundo novo tudo se recicla, tudo passou a cânone: o Tintim e a Mafaldinha, o Big Brother e o Proust, os estetas e os esteticistas, fazer uma feijoada ou traduzir a Ilíada, tudo passou a arte puríssima. E o pobre do homem, no meio disto tudo? Continua impuro, claro, simples mortal entre mortais.

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