Ler é Perigoso

JEAN GIONO

 

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Para aguçar ainda mais o apetite do leitor pelo livro O Homem que plantava
Árvores, leia-se ainda a seguinte passagem:

Quanto à providencia, se um dos seus desígnios fosse destruir a obra criada por este pastor, teria que recorrer a um ciclone. Mostrou-me os formidáveis bosques de bétulas já com cinco anos, ou seja, de 1915, quando eu estava a combater em Verdun. Tinha-os plantado em todos vales onde suspeitava, e com toda a razão, que havia humidade quase à superfície. As bétulas, frescas e flexíveis como adolescentes, estavam cheias de vida. Havia um quê de reacção em cadeia nesta Criação mas Elzéard Bouffier não tinha a minima consciência disso. Continuava simples e obstinadamente com a sua tarefa.

Neste livro, respira-se a alma de Jean Giono, filho de um sapateiro italiano piemontês, um  escritor profundamente ligado à sua terra natal, Manosque ( região dos Landes), que raramente deixava, a não ser para umas breves estadias em Paris ou pequenas viagens ao estrangeiro.

 GIONO, um grande apaixonado pela montanha, detesta o mar. É um amante da solidão das montanhas e diz no livro ViAGEM A ITÁLIA:

sempre detestei a multidão. Gosto dos desertos, das prisões, dos conventos. Reparei que há menos imbecis a três mil metros de altitude do que ao nível do mar.

E acrescenta, com o seu habitual sentido de humor:

estas são, naturalmente, reflexões de um homem de 57 anos, tímido e pouco dado à galanteria, com todas os inconvenientes que esta tripla condição implica.

( traduzido do francês)