Ler é Perigoso

ERASMO

ERASMO, O Elogio da Loucura, Lisboa 2000, Tradução de Beta Gomes, Ed. Cosmos

el

A História mostra que mesmo as épocas mais promissoras, aparentemente abertas de espírito não estão isentas de fanatismo e de intolerância. Assim foi com a Renascença que assiste, com a Reforma, a lutas religiosas que deixaram a Europa em fogo.

Este delicioso livro de Erasmo mostra também que muitas vezes a ironia e o humor são as formas mais saudáveis de lidar com certas situações, as únicas capazes de as desdramatizar e mudar.

A paixão, o casamento, a ambição, a velhice, o fanatismo, a mania das grandezas… todos os temas são passados a pente fino neste livro. Não só no seu lado caricato, mas também realçando as virtudes da loucura: só a loucura retarda o cursor rápido da juventude e afasta de nós a velhice importuna.

  Na biografia que Stefan Zweig escreveu sobre Erasmo, compara-o a Voltaire num ponto: apesar do imenso número de livros que ambos escreveram, estes dois escritores ficaram para a posteridade como autores de um só livro. Voltaire, autor de Candide; Erasmo, autor de O Elogio da Loucura.